Os 6 Erros que um Investidor não pode cometer ao se Casar no Civil



6 erros que um investidor não pode cometer ao se casar no civil

Hoje você vai descobrir quais são os 6 erros que um investidor não pode cometer ao casar no civil!

A maioria das pessoas não entendem o valor do planejamento pré-casamento e só depois percebem como isso poderia ter ajudado o casal a chegar mais longe de forma mais rápida e sem tantas dúvidas.

O conteúdo desse post vai te ajudar a ter mais clareza sobre o futuro do patrimônio individual e conjunto e a ter um norte para onde seguir a partir desse ponto.

Preparei um sumário navegável para te ajudar na leitura desse conteúdo:

Erro 1: Não estudar regime de bens

Erro 2: Não falar sobre dinheiro com a parceira(o)

Erro 3: Esquecer que situações difíceis podem aparecer

Erro 4: Não pensar a longo prazo

Erro 5: Não ter objetivos

Erro 6: Não fazer uma reserva de emergência individual



Erro 1: Não estudar Regime de Bens

Esse é o erro número 1 e não é à toa! A maioria das pessoas não entende a importância de estudar regime de bens, porque não tiveram acesso ao conhecimento sobre isso.

A falta de acesso ao conhecimento ocorre devido a falta de divulgação dos direitos à população (em diversas áreas). Dessa forma, as pessoas vivem suas vidas sem saber quais são as consequências jurídicas de seus atos.

Saber as consequências jurídicas de cada ato e fato que ocorre em nossas vidas é essencial para que você possa tomar decisões melhores!

Assim, a falta de acesso ao conhecimento gera a falta de consciência, que gera, por sua vez, a falta de interesse em procurar fontes seguras para basear as decisões. E esse ciclo se repete…

É por isso que o judiciário está cheio de negócios mal feitos para resolver.

Negligenciar a pesquisa adequada sobre o regime de bens pode te trazer consequências negativas, porque é o regime escolhido que vai determinar o futuro do patrimônio individual e do casal. E os investimentos fazem parte do teu patrimônio.

A falta de conhecimento leva as pessoas a não saberem qual é o regime de bens ideal para o relacionamento e, por isso, acaba sendo imposto, por força de lei, o regime da comunhão parcial de bens.

Isso ocorre porque quando o casal não sabe escolher, a lei determina que seja aplicado o regime da comunhão parcial de bens, porque o regime de bens é tão importante que é impossível um casamento acontecer sem que se escolha um.

Porém, o que acontece é que esses casais não entendem como esse regime funciona, pois recebem a informação superficial de que tudo aquilo que eles adquirirem depois do casamento será dos dois.

Mas o regime da comunhão parcial de bens não é só isso! Ele possui muito mais detalhes, assim como outros regimes de bens.

Então, a falta de conhecimento sobre os regimes de bens impede o casal de escolher aquele que faz mais sentido para eles e para o patrimônio que querem construir juntos.

Você sabia, por exemplo, que na comunhão parcial de bens o seu cônjuge tem direito a metade dos rendimentos dos teus investimentos feitos antes do casamento? Isso ninguém te conta!

Para casar ou estabelecer uma união estável, vocês precisam estudar os regimes de bens que existem. Eu sei que a letra da lei pode parecer complexa, mas por isso que fazemos esse conteúdo aqui!

Além dos posts escritos aqui do blog, também temos um canal no youtube para divulgar conteúdos sobre o tema e uma consultoria online para explicar os detalhes de cada regime de bens.




Erro 2: Não falar sobre dinheiro com a parceira(o)

Esse erro está ligado à falta de estudo sobre os regime de bens, pois não conversar sobre dinheiro em um relacionamento é não conversar sobre o patrimônio que querem construir, sobre os projetos que possuem…

Para que o casal possa definir seus objetivos, tanto individuais como em conjunto, é necessário entender que muitas vezes será necessário falar sobre dinheiro, porque ele é importante para realização desses objetivos.

Já na hora de planejar o casamento ou a união estável, é importante que o casal seja transparente um com o outro para que possam planejar suas metas.

Quem investe seu dinheiro entende que existe um “porquê” de cada investimento.

Existem investimentos de longo prazo, que tem a finalidade, por exemplo, de conseguir garantir uma vida confortável na aposentadoria. Outros investimentos são de médio prazo para atingir um objetivo em específico.

Quando você deseja casar com alguém, é natural que os porquês dos investimentos passem a incluir a família e não apenas os objetivos individuais.

Mas para ajustar as finanças do casal é importante ter um planejamento organizado para que tudo seja construído com transparência.

Esse planejamento financeiro (individual e do casal) influencia na escolha do regime de bens e, inclusive, pode ser estabelecido no planejamento matrimonial, que é feito através de um pacto antenupcial.

Inclusive, ter a abertura para falar sobre dinheiro é saudável para o relacionamento, pois ele traz clareza sobre o que é importante para o casal e o que é importante para cada um.

Você sabia que um dos maiores motivos das separações é o dinheiro? Isso acontece porque não fica claro o que é importante para a vida financeira do casal e de cada um.

Você pode começar o seu casamento ou a sua união estável com o pé direito, conversando sobre dinheiro para planejar os seus objetivos!




Erro 3: Esquecer que situações difíceis podem acontecer

A nossa vida não deve ser pautada em imaginar situações difíceis, mas é importante saber que, às vezes, as coisas saem do nosso controle. E quando isso acontece é bom saber o que fazer.

Vocês já perceberam que falar sobre planejamento matrimonial é falar sobre planejamento patrimonial, certo? Ou seja, falar sobre os bens que compõem a vida de uma pessoa, do casal e os objetivos que ambos querem atingir com esse patrimônio.

Partindo desse pressuposto, quando eu me refiro às situações difíceis que podem acontecer, eu quero falar sobre as consequências patrimoniais negativas que podem acontecer.

Para que você entenda melhor, vou separar as situações difíceis em duas partes: decorrentes da extinção do casamento e as decorrentes de problemas financeiros.

As situações difíceis decorrentes de extinção do casamento (separação ou falecimento) é bastante comum.

Quando um casal contrai matrimônio ou passa a viver em união estável sem se preocupar com o planejamento patrimonial/matrimonial do casal, possui surpresas desagradáveis quando se está diante da extinção do casamento.

O casal, por não saber as características do regime de bens escolhido, não entende o que é de cada um e o que é do casal. Na hora que descobre, tem uma surpresa ruim, porque não se preparou para uma situação dessa, tampouco imaginou que fosse ser assim.

As situações difíceis decorrentes de problemas financeiros também afetam o patrimônio não só de cada um, mas também o patrimônio da família.

Em um casamento regido pela comunhão parcial de bens, as dívidas também são divididas se forem em benefício da família, podendo afetar o patrimônio que foi construído em conjunto.

Se o casal tem apenas patrimônio em conjunto, resolver essa situação fica mais complicado. Quando você pensa em uma situação dessa, mesmo que de forma remota, você consegue planejar o patrimônio de forma estratégica.




Erro 4: Não pensar a longo prazo

Você que investe seu dinheiro deve conhecer os fundamentos do buy and hold, ou seja, comprar uma ação e permanecer com ela. Mas isso apenas tem sentido quando você pensa a longo prazo.

Além disso, dentro dessa filosofia buy and hold, é compreendido que existirão variações do mercado e que outras métricas devem ser levadas em consideração. Mas o objetivo maior é: ter um bom lucro com esses ativos e conseguir custear seus sonhos e metas.

Essa ideia é a mesma quando você decide fazer um planejamento matrimonial/patrimonial.

O nível de consciência sobre a importância de se pensar a longo prazo ainda não é alto aqui no Brasil e por isso que muitas pessoas não tem a vida que gostariam de ter.

Quando alguém que não pensa a longo prazo decide se casar, ela não vai se preocupar em saber o que aconteceria com o seu patrimônio diante de situações difíceis, muito menos como poderia construir um patrimônio conjunto e individual de maneira segura.

O resultado disso é frustração. As pessoas ficam frustradas porque, mesmo que tenham ganhos altos, não sabem administrar. Isso acontece porque não entendem o funcionamento da prosperidade, da riqueza.

Um dos fundamentos da prosperidade é o pensamento a longo prazo. É se dedicar e fazer no hoje, pensando em colher no futuro.

Quem planeja um casamento tem a ideia de permanecer com essa pessoa para o resto da vida. E como você vai estar lá no final da sua vida? Ou melhor, como vocês estarão?

Para que vocês estejam da forma como gostariam de estar é necessário pensar na forma mais benéfica de construir o patrimônio de vocês hoje. Por isso que um planejamento matrimonial e patrimonial é tão importante!




Erro 5: Não ter objetivos

A falta de objetivos é a falta de um “por quê” ou de um “por quem”.

Os seres humanos são motivados a tomarem uma atitude em razão de algum propósito. Como sempre diz Flávio Augusto, fundador da WiseUp, motivação é ter um motivo para ação.

O que te faz querer ganhar dinheiro? O que te faz investir esse dinheiro? O que te leva a casar?

Nenhuma dessas três ações são feitas sem ter um “por quê” ou um “por quem”.

Então perceba que você sai do lugar quando você tem um motivo. E no casamento também é importante ter objetivos.

A falta de um motivo para ação dentro do casamento leva o casal a seguir a vida de olhos vendados, sem saber para onde está indo. E isso não é um problema se você é o tipo de pessoa que não tem ambição.

Porém, se você já é um investidor, você tem 99% de chance de não ser esse tipo de pessoa. Pelo contrário! É provável que você tenha desejos e metas de vida, como por exemplo, ter uma vida bem confortável daqui x anos.

Mas dentro de um casamento, é comum vermos casais que não têm esses objetivos tão claros e isso pode prejudicar a conquista do que gostariam de ter ou ser.

É importante que o casal tenha objetivos durante o relacionamento, inclusive antes de se casar.

Com esses objetivos definidos, pelo menos os maiores e mais importantes, vocês conseguirão saber qual é o regime de bens que melhor se adequa!

Melhor ainda, conseguirão construir um planejamento matrimonial com muito mais clareza e segurança do futuro que querem construir juntos.




Erro 6: Não fazer uma reserva de emergência individual

Você, investidor, já sabe a importância de ter uma reserva de emergência. O meu papel aqui é alertar sobre a importância de ter uma reserva de emergência individual no casamento.

Melhor ainda, vou te mostrar o que você deve fazer para ter a reserva individual!

Vamos partir do pressuposto que a reserva de emergência é aquele dinheiro que você guarda para uma situação que “saia do controle” ou para aproveitar oportunidades.

Quando você estudou isso, é provável que entendeu que a reserva de emergência é individual. Seus ganhos, seus custos, sua oportunidade.

Mas quando você está prestes a se casar e a morar com alguém, mesmo que você entenda que a reserva de emergência continua sendo individual, a lei não aceita isso, exceto se você deixar isso bem claro antes de se casar ou de constituir uma união estável.

Veja, a regra geral do casamento e da união estável é a comunhão parcial de bens. Então tudo o que você vier a acrescentar na sua reserva de emergência depois do casamento, passa a ser dos dois. Inclusive, divide os rendimentos do dinheiro investido antes do casamento.

Ou seja, quem não se preocupa em estudar os regimes de bens e, depois, em especificar a reserva de emergência individual acredita em algo que não existe.

Imagina você passando anos da tua vida achando que determinado dinheiro era só teu para só depois descobrir que, na verdade, você tem direito a apenas metade dele.

Mas agora, por que é importante ter uma reserva de emergência individual?

Por três razões!

A primeira delas é por segurança individual! Infelizmente, um dia todo casamento e toda união estável acaba, seja pela separação ou pelo famoso “até que a morte nos separe”.

O patrimônio que você adquiriu durante toda a vida em conjunto vai ser afetado e, nessa hora, você vai precisar contar com o teu patrimônio individual.

Não é egoísmo, nem falta de romantismo. Na verdade, é o contrário. Por querer que sua parceira(o) fique bem mesmo na sua ausência que você incentiva ela(e) a ter um patrimônio particular.

A segunda razão é porque você pode ter objetivos e desejos individuais. Você pode querer guardar o seu dinheiro para adquirir um bem específico.

Para um planejamento financeiro em casal é importante e saudável considerar tanto os sonhos do casal como os sonhos individuais.

A terceira razão decorre do fato de que a vida é imprevisível. Nós não conseguimos prever o futuro, mas a gente consegue fazer o nosso melhor para que, se algo acontecer, a gente esteja bem preparado.

Às vezes, uma dívida inesperada ou um sufoco que alguém esteja passando pode ser salvo pelo teu patrimônio individual.

E para você fazer a reserva de emergência individual você vai precisar:

1º: estudar regimes de bens considerando todos os objetivos que vocês desejam enquanto casal e pessoas individuais;

2º: especificar no pacto antenupcial ou no contrato de convivência qual será a reserva de emergência individual e qual será a reserva de emergência do casal.

Indico que seja utilizada uma conta para a reserva do casal e outra para a reserva individual, pois assim, vocês possuem mais liberdade de movimentar os investimentos. Mas também é possível indicar um investimento em específico.




Conclusão

Agora que você já sabe quais são os 6 erros que um investidor não pode cometer ao se casar no civil, você precisa ficar atento para fazer o que continua a te levar para o caminho da prosperidade!

Eu quero ressaltar mais uma vez: estude regimes de bens e escolha o que for ideal! Não deixe de lado esse estudo, porque ele vai determinar todo o teu patrimônio!

Agora, vou deixar aqui três conteúdos extras para que saiba ainda mais sobre esse assunto:








Leticia Martins

OAB/PR 103.962


Fundadora do escritório Ruths & Martins Advocacia. Já elaborou e analisou diversos acordos familiares. Gosta de café, mas prefere um chá.

10 visualizações0 comentário

Posts Relacionados

Ver tudo