top of page

Os 6 erros no Divórcio de quem trabalha em indústria no Paraná

Atualizado: 23 de set. de 2021



6 erros no divórcio de quem trabalha em indústria no Paraná


Nesse post você vai saber quais são os 6 erros no Divórcio de quem trabalha em indústria no Paraná. Ainda, vai entender o que você deve fazer para não cometê-los e, por consequência, não ter um divórcio estressante.

Divórcios estressantes podem causar síndrome do pânico, insônia, emagrecimento excessivo e até doenças mais severas. Esse foi o resultado obtido por pesquisadores da Universidade de Michigan após estudar pessoas durante 15 anos.

Existem meios de passar por essa fase de forma mais tranquila, sem estresses e sem grandes preocupações. Mas a maioria das pessoas ainda não sabe disso e acaba cometendo os erros que vou falar aqui para vocês.

Com esse post, você saberá o que fazer para superar esse momento sem complicações.

Preparei um sumário para te ajudar na leitura. Veja só:


Erro 1: ir direto para o divórcio litigioso

Erro 2: não fazer uma análise financeira

Erro 3: não estar aberto ao diálogo

Erro 4: ouvir conselhos jurídicos de quem não é advogado

Erro 5: esperar muito tempo para fazer o divórcio

Erro 6: sair do trabalho para resolver burocracias




Erro 1: Ir direto para o divórcio litigioso

Esse é o erro número 1, porque é o que mais vejo o pessoal cometendo.

Divórcio litigioso é aquele em que as partes não concordam com o divórcio, seja pela própria separação em si (e, por isso, se nega a assinar o divórcio) ou pelos termos do divórcio, como a divisão dos bens ou o valor da pensão dos filhos.

Quando alguém decide se divorciar, é comum ir atrás de um advogado para dar entrada no divórcio.

Iniciar o divórcio logo após a separação de fato é sim a melhor alternativa, mas isso não quer dizer que você precisa fazer de forma litigiosa.

O divórcio litigioso deve ser a última alternativa, ou seja, quando já se esgotaram todas as chances de acordo entre as partes. Isso porque o divórcio litigioso traz inúmeros prejuízos, como:

  • alto custo financeiro

  • demora para finalizar

  • estresses com processo judicial

É por causa desses problemas que um processo litigioso traz, que empresas preocupadas com o bom desenvolvimento do negócio buscam resolver seus problemas de forma consensual.

Se para empresas bilionárias um processo judicial já representa prejuízo financeiro, de tempo e de desgaste, imagina para pessoas comuns como eu e você.

Além disso, em quase todos os processos de divórcio litigioso que já analisei deu acordo no final. Ou seja, as partes perderam tempo e dinheiro para, no final, fazer algo que já poderiam ter feito no início.

Para que você não cometa esse erro, você deve pensar em iniciar o teu divórcio em forma amigável, visando a construção de um acordo.

É claro que você deverá ter o auxílio de um advogado para construir e analisar o acordo para verificar se está dentro dos parâmetros legais e para que tenha as orientações necessárias, mas nada impede que as próprias partes já conversem antes como, mais ou menos, gostariam que fosse ajustado o divórcio.

Caso o relacionamento não tenha acabado bem e vocês não tenham uma boa comunicação para já ir conversando sobre os termos do acordo, não tem problema! Um advogado consegue auxiliar vocês fazendo a intermediação.

Porém, preciso fazer um adendo: mesmo que vocês não tenham uma boa relação após o término do casamento, para conseguir chegar a um acordo entre ambos é importante que exista respeito e que ambos estejam dispostos a fazer um acordo (falarei mais sobre isso no erro 3).



Erro 2: Não fazer uma análise financeira

Uma parte importante do divórcio são os valores que serão gastos e a maioria das pessoas não analisa isso.

A falta de análise financeira não prepara os divorciandos para os custos que poderão ter com o divórcio e isso causa um impacto negativo no orçamento de cada um.

Antes de escolher o meio pelo qual será feito o divórcio, as partes devem saber qual valor médio a ser gasto em cada uma das opções para que não se tenha uma surpresa desagradável lá na frente.

Existe uma forma de fazer o divórcio que podemos dizer que é a mais barata?

Não.

Cada situação vai depender de uma análise para ver qual seria o meio mais barato, mas de forma geral, divórcios em cartórios tendem a ser mais baratos.

Porém, nem todas as pessoas podem fazer divórcio em cartório. Confira nesse post, quais são os requisitos e responda ao quiz abaixo sobre a possibilidade de fazer o divórcio em cartório online!



Os processos judiciais têm a tendência de serem mais caros, porque você estará utilizando mais recursos que no cartório.

Para quem não possui condições de arcar com as custas de um processo, é possível fazer o divórcio sem pagar nada. Para conseguir isso, é necessário ter o benefício da justiça gratuita.

Esse benefício é concedido pelo juiz, depois que você comprova que não possui condições de arcar com as custas. Como é o juiz quem analisa se você tem direito ou não a esse benefício da justiça gratuita, não existe uma regra, porém, existe um padrão, que é ter renda mensal de até 3 salários mínimos.

Além das custas judiciais, existe um detalhe muito importante que deve ser analisado com cuidado pelo seu advogado, que é o imposto que pode ter na hora de dividir o patrimônio do casal.

Quando existe uma divisão igualitária ou quando não há bens para serem divididos, não haverá incidência de qualquer imposto. Mas quando a partilha for feita de forma desigual, aí sim poderá gerar imposto para uma das partes.

Veja, não é errado fazer uma partilha desigual, mas é importante que as partes saibam que isso gerará um imposto (ITCMD ou ITBI) antes de decidirem como será feita a divisão dos bens.

Fazer uma análise financeira permitirá que as partes escolham o melhor meio para fazer o divórcio.



Erro 3: Não estar aberto ao diálogo

Bons acordos se constroem com respeito e comunicação.

Eu sei que o processo da separação como um todo pode ser doloroso, mas, no momento de se resolver a questão burocrática, nós precisamos saber que se chega a um divórcio consensual através de uma comunicação efetiva.

Querer os benefícios do divórcio consensual (economia de tempo, dinheiro e preservação da sanidade mental) e não estar aberto a dialogar sobre os termos do acordo não vai funcionar.

Um princípio básico para qualquer negociação é que ambas as partes estejam dispostas a realizar o acordo.

Quando as partes se mostram fechadas para negociar é muito mais difícil chegar a um acordo, além de que é bem provável que nenhuma das partes saia satisfeita…

Não estar aberto ao diálogo atrasa o desfecho do divórcio e causa ansiedade e angústia para quem está envolvido.

Se você não quer mais ter qualquer contato com o seu ex-cônjuge, talvez esteja se perguntando como vai dialogar com ela/ele.

Eu te explico a solução que existe para esses casos!

Hoje em dia existem diversas técnicas que permitem realizar a negociação sobre os termos do divórcio de forma mais tranquila. Uma delas é a comunicação não violenta.

O advogado irá conduzir toda a tratativa do acordo utilizando técnicas para viabilizar a negociação. Não há necessidade de os ex-cônjuges trocarem mensagens individuais para falar sobre os termos do divórcio.

Mesmo que você não tenha mais contato com o seu cônjuge, você terá o apoio de um profissional para te lembrar que o objetivo ali é resolver o divórcio de forma tranquila.

O momento da negociação é a hora de deixar o passado no passado e resolver o problema.



Erro 4: Ouvir conselhos jurídicos de quem não é advogado

Eu sei que amigos e familiares querem ajudar e acabam dando conselhos jurídicos sobre o divórcio.

Quem nunca participou de uma reunião de família em que alguém disse “mas quem pagou a casa toda foi o Fulano, não poderia dividir com o ex, melhor falar isso pro advogado”.

O meu conselho para você que está passando pelo divórcio é: não dê ouvidos a quem não é o teu advogado, muito menos para quem não tem formação jurídica.

Na boa intenção, as pessoas que dão suas opiniões “jurídicas” sobre o divórcio dos outros acabam confundindo a cabeça de quem está passando pelo processo.

Essas informações “extras” vindas de pessoas que não tem formação jurídica podem prejudicar a negociação do divórcio, porque acaba gerando uma desconfiança sobre o outro.

A pessoa que fica desconfiada se fecha para fazer acordo, porque fica com medo de estar sendo lesada, mesmo que tenha um advogado ali acompanhando. Perceba como dar ouvidos a conselhos jurídicos de quem não é advogado é prejudicial!

O meu conselho é: mesmo que você ainda não tenha contratado advogado, não dê importância para sugestões de como deveria ser o teu processo de divórcio de quem não tem formação jurídica.

Se precisar de informação, pesquise em blogs de advogados (como esse nosso). A internet está cheia de informação jurídica relevante e você conseguirá encontrar algo que tire sua dúvida.

Os posts não conseguem ser super específicos sobre o seu caso, afinal, cada caso é um caso! Mas os advogados deixam à disposição em seus sites o contato para que você saiba mais detalhes sobre a tua situação. O nosso escritório, por exemplo, oferece atendimento online!



Erro 5: Esperar muito tempo para fazer o divórcio

Uma das primeiras coisas que os casais fazem quando decidem se separar é ir cada um para um um lado e até já dividir mais ou menos os bens, como por exemplo, o carro.

Mas a simples separação de fato não é capaz de mudar o teu estado civil, nem de determinar, por lei, como ficará o seu patrimônio.

Deixar para fazer o divórcio depois tem duas principais consequências:

  1. Você precisará da assinatura do teu ex-cônjuge toda vez que for resolver uma situação burocrática, principalmente se isso estiver relacionado a imóvel.

  2. O patrimônio que vocês dividiram na hora da separação de fato pode ter sido dilapidado depois de alguns anos e isso dá espaço para discussões.