Divórcio de Mulheres com Filhos menores no Paraná: final satisfatório x divórcio com frustrações

Atualizado: Set 23


divórcio pra mulheres com filhos menores no Paraná

Você quer se divorciar sem passar por um processo longo, caro e com estresse e não sabe por onde começar?


Você tem buscado conteúdos que tratam sobre divórcio, partilha de bens e regularização da guarda, convivência e pensão de alimentos e gostaria de saber o que é preciso fazer para que o divórcio seja da forma que planeja?


Você se preocupa com o bem estar e os reflexos que o divórcio pode trazer para os seus filhos?

Se a sua resposta para essas perguntas é sim, este conteúdo foi preparado justamente para você, mulher que quer se divorciar e tem filhos menores de idade.


Saiba que a sua preocupação com o rumo do divórcio, com seus bens e claro, com seus filhos. é legítima e hoje você vai aprender o que é necessário para que tudo ocorra da forma que você espera.


Neste artigo, vou mostrar pra você as diferenças entre um divórcio cheio de estresse e frustrações e um divórcio que se resolve de forma pacífica, onde os resultados são satisfatórios para todos os interessados.


E para que você possa navegar pela página e acessar os tópicos de seu interesse, preparei um sumário navegável.


Vamos lá?


  1. A diferença entre um divórcio com resultado satisfatório e um divórcio com frustrações

  2. O que é um divórcio satisfatório

  3. O que é um divórcio com frustrações

  4. Como evitar um divórcio frustrante e prejudicial

  5. Contribuindo para um divórcio com resultados satisfatórios

  6. Como fazer um divórcio com filhos menores sem prejudicá-los




A diferença entre um divórcio com resultado satisfatório e um divórcio com frustrações


Passar pelo divórcio está muito além de um processo judicial e atos jurídicos. Este procedimento envolve os sentimentos e emoções mais íntimos da pessoa, pois se trata do fim de uma relação e a mudança na vida e no cotidiano de uma família.


A forma em que o divórcio ocorre pode resultar em uma partilha de bens justa (ou não), em um procedimento tranquilo e econômico (ou não) e no desenvolvimento psicológico sadio dos filhos (ou não).


Ressaltando que, quando se trata dos desenvolvimento dos filhos, deve haver uma atenção especial e responsabilidade por parte dos pais, já que um divórcio pode acarretar em certas consequências negativas que, muitas vezes, podem ser até mesmo irreversíveis ou demandar uma série de tratamentos para serem superados.


Por isso, é importante que aqueles que pretendem se divorciar busquem informação e estejam preparados para que tudo aconteça de maneira que não seja prejudicial para nenhum dos envolvidos.


E para começar, é essencial ter ciência do que é um divórcio onde todos os interesses são satisfeitos e um divórcio que resulta em frustrações.



O que é um divórcio satisfatório


O melhor exemplo que podemos ter de um divórcio satisfatório é o divórcio consensual, que pode ser realizado em cartório (quando o casal não tem filhos menores) ou judicialmente, mas com um diferencial, o consenso.


E quando me refiro ao consenso, não quero dizer que o casal deve nutrir uma amizade - até porque este procedimento pode ser inteiramente intermediado pelo advogado - mas sim, que deve haver a possibilidade de diálogo e negociação entre o casal que está se divorciando.


Um divórcio satisfatório pode ser chamado de um procedimento de sucesso, já que o casal pode chegar a um final onde todos saem ganhando por estarem preparados, terem um advogado de confiança e planejarem como irão fazer para que tudo ocorra conforme o planejado.


Quando os interesses estão alinhados e o casal sabe o que quer e decide isso de forma colaborativa, o divórcio tem grandes chances de gerar um resultado satisfatório.



O que é um divórcio com frustrações


Em contrapartida ao tópico anterior, temos o divórcio que resulta em frustração, estresse e, portanto, em prejuízos. E a primeira coisa que nos vem à mente ao falar em divórcio com estresse é o divórcio litigioso.


O divórcio litigioso é o típico divórcio onde o casal inicialmente discorda de quase todos os pontos em discussão. Há brigas, resistência e consequentemente, longos anos de processo judicial e uma enorme conta a ser paga ao final.


Isso tudo para acabar em um acordo entre as partes.


É isso mesmo! Não é piada ou conversa fiada.


Divórcios litigiosos rendem longos períodos de estresse não só para o casal, mas para os filho e mesmo após muita divergência e resistência nas infrutíferas audiências de conciliação, o casal (na grande maioria das vezes) acaba tendo que entrar em um acordo, que poderia ter sido feito muitos anos antes!


E o que resulta de divórcios com finais como esse?


Famílias com grandes cicatrizes, dores e mágoas. Filhos que passam anos no meio de uma guerra e têm seu psicológico prejudicado, bens que acabam sendo desvalorizados e muito dinheiro sendo gasto de forma desnecessária.


Bem, depois de te mostrar o que é um divórcio satisfatório e um divórcio com frustrações, você pode entender bem qual a diferença entre ambos, não é mesmo?


Lembrando que, quando falamos que no divórcio litigioso há divergências, não significa que no divórcio consensual, o casal deve concordar com tudo e sim, que apesar das divergências, existe cooperação para o melhor andamento do processo e facilidade para o diálogo e negociação, que raramente são notados no divórcio litigioso.


Mas então você me pergunta: e como evitar que o divórcio seja frustrante e buscar um divórcio com resultados satisfatórios?


Calma, que conteúdo bom, é conteúdo rico em informações e é por isso que vou te explicar direitinho como buscar um divórcio pacífico e justo para todos.




Como evitar um divórcio frustrante e prejudicial


Agora que você entende que o divórcio litigioso não tem muitas vantagens, ao se divorciar é interessante considerar evitar que o divórcio acabe regredindo e seja prejudicial aos envolvidos.


Assim, é interessante colocar as questões emocionais e as mágoas em segundo plano para realizar o divórcio. Deste modo não há como deixar que as emoções e sentimentos negativos acabem dominando seu ego e prejudicando negociações que são de caráter patrimonial ou ainda, que envolvam os seus filhos.


Sei que colocar as questões emocionais em segundo plano pode ser difícil em algumas situações, mas é por isso que contamos com o apoio de advogados capacitados em manter o foco do divórcio: divisão dos bens (se houver) e regulamentação dos direitos dos filhos.


Confira o Post sobre a importância do advogado no divórcio de mulheres com filhos menores aqui.


Além de advogados para auxiliar nas tratativas do acordo, pode ser interessante considerar a atuação de um psicólogo que facilitará a comunicação entre as partes.


Pense que o divórcio é um procedimento burocrático e que será feito de uma forma ou de outra, mas que você pode escolher realizar de uma forma mais rápida, econômica e sem correr o risco de gerar traumas aos filhos ao passarem por essa situação: que é o divórcio consensual!


Um exemplo muito bom para você manter esse pensamento e evitar que o divórcio seja frustrante é pensar que a separação é só uma etapa da tua vida que precisa ser formalizada no papel. Depois que estiver com o documento do divórcio em mãos e com os direitos dos teus filhos garantidos, você ainda terá muita coisa para viver!


Por fim, é importante agir de forma a contribuir para que o divórcio resulte na satisfação dos interesses de toda a família, isto é, do casal e também dos filhos.




Contribuindo para um divórcio com resultados satisfatórios


Um divórcio com resultados satisfatórios é sinônimo de divórcio consensual, pois quando os interesses estão alinhados, o casal trilha a esteira do sucesso, isto é, consegue atingir os resultados esperados e realizar o divórcio, a partilha e a regulamentação da guarda, convivência e alimentos da forma planejada.


Assim, podemos dizer que o divórcio que gera resultados satisfatórios, está apoiado em quatro pilares:


  • Colaboração;

  • Cooperação;

  • Diálogo;

  • Respeito.


Vamos agora a cada um desses pontos.


A colaboração é se preocupar com o todo e com todas as etapas para se chegar a um resultado que seja positivo de forma geral. No divórcio, a colaboração é essencial para que a consensualidade seja efetiva.


Colaborar em um processo de dvórcio significa compreender que há diferentes interesses envolvidos e que todos têm um papel a desempenhar para que o divórcio seja finalizado de maneira pacífica e vantajosa.


Expressão semelhante à anterior, a cooperação. Cooperar é quando duas pessoas possuem um objetivo em comum e realizam atos que os levam a esse objetivo.


A realização do acordo do divórcio é o objetivo e para que ele seja alcançado é necessário que os dois pratiquem atos essenciais: estar disponível para fazer as reuniões, estar aberto para conversar sobre as melhores estratégias e pensar sempre no bem-estar dos filhos.


A importância do diálogo está presente em praticamente todas as relações humanas. É com o diálogo que conseguimos entender os lados de cada um, as necessidades da família e dos filhos e enfim chegar a uma solução justa para todos.


Inclusive, é importante manter um bom diálogo com o teu advogado também, para que você esclareça as dúvidas sempre que elas aparecerem. Não deixar as questões claras é um erro que muitas pessoas cometem ao contratar um advogado para fazer o divórcio.


Tal como o diálogo, o respeito é imprescindível para todas os pontos acima citados possuam validade. O respeito é base para qualquer relação render bons frutos e ter resultados benéficos para os envolvidos, já que é através do respeito, da compreensão que é possível chegar a acordos.




Como fazer um divórcio com filhos menores sem prejudicá-los


Neste tópico vou levar em consideração que você já leu todos os itens anteriores e sabe diferenciar um divórcio de “sucesso” de um divórcio frustrado e entende o que faz do primeiro, uma alternativa melhor, já que é mais econômica em diversos sentidos e pode evitar muito estresse.


Quando você, que é mãe, pensa no divórcio, logo vem o medo de que ele acabe sendo uma experiência traumática para os seus filhos.


Porém, isso pode ser evitado se você seguir as dicas que foram dadas no item anterior, se estiver bem informada e se o seu advogado a instruir de maneira que todas as questões se resolvam rapidamente e da forma mais tranquila para todos.


Um ponto que pode favorecer (e muito) para que o divórcio não prejudique os filhos, é que os pais decidam em conjunto em elaborar um Plano Parental.


No Plano Parental os pais podem traçar limites e estabelecer questões que são de interesse dos filhos e seus, de maneira que todos os interesses fiquem alinhados e sejam acordados para que o exercício da guarda, da convivência e o devido pagamento dos alimentos sejam cumpridos sem problemas.


Dessa forma, o divórcio pode ocorrer de maneira tranquila com base no diálogo e na consensualidade, resultado em um ambiente pacífico e portanto, benéfico para o crescimento e desenvolvimento dos filhos.


Para saber mais sobre o assunto leia: O Guia do Plano Parental. Neste guia, você vai entender de forma descomplicada o que é o Guia do Plano Parental, como ele é feito e o que pode ser incluído no Plano.




Conclusão


Se você chegou até aqui aproveitando todo o conteúdo que fiz para você, significa que agora já está preparada para decidir qual tipo de divórcio deve fazer.


Agora você sabe diferenciar um divórcio frustrado de um procedimento em que interesses são satisfeitos, já que é com cooperação, diálogo e planejamento que se chega a um resultado onde não só o casal consegue alinhar suas vontades, mas também levar em consideração os interesses dos filhos.


É por isso que, neste momento, vou recomendar pra você o próximo passo a ser tomado para fazer o divórcio: buscar a orientação de um advogado. Mas deve ser um advogado especialista em Direito de Família, viu?


É essencial que se busque a orientação do profissional do direito para que você consiga saber qual caminho trilhar e como fazer isso. No artigo “A importância do advogado no Divórcio de Mulheres com filhos menores no Paraná”, eu explico direitinho pra você o porquê do advogado ser essencial para o futuro do divórcio.


E para complementar essa leitura e enriquecer ainda mais sua pesquisa sobre divórcio com filhos menores, vou indicar outros conteúdos que podem ser úteis para você:










Fernanda Ruths

OAB/PR 104.343


Fundadora do escritório Ruths & Martins Advocacia. Adora uma boa conversa. Especialista em resolver conflitos de forma leve.

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