5 motivos para você evitar um divórcio litigioso

Atualizado: Mar 30



Nesse artigo eu vou te explicar porque o divórcio litigioso deve ser evitado sempre que possível.

É natural que as pessoas que rompem um relacionamento acabem ficando chateadas e magoadas com o outro, pois normalmente o fim de um ciclo como esse traz algumas dores difíceis.

Diante dessa situação e do turbilhão de sentimentos gerados, as pessoas tendem a “terceirizar” a resolução do seu problema para que não tenham que “mexer na ferida”. Diante disso acabam deixando para que o juiz decida sobre o futuro dos bens e dos direitos dos filhos (quando houver).

Quando um não estabelece diálogo com o outro é que surge o divórcio litigioso, que é um processo judicial em que as partes não concordam em praticamente nada.

Porém, essa falta de diálogo pode custar tempo, dinheiro e, principalmente, a tua saúde mental!

Agora, vou listar 5 motivos para você evitar o divórcio litigioso:


  1. Pode ser prejudicial para a saúde mental

  2. É bem mais caro

  3. Demora 5x mais tempo (sendo otimista)!

  4. Coloca os filhos menores de idade em situação de desconforto

  5. Não resolve o problema



1. Pode ser prejudicial para a saúde mental

Começo falando sobre isso porque, para mim, é um dos principais!

Se você está saindo de um relacionamento, normalmente é porque já teve algum desgaste emocional e você, de fato, quer se livrar disso e ficar bem, certo?

Quando você opta pelo divórcio litigioso, ou seja, quando não aceita conversar de forma respeitosa e com a intenção de chegar a um acordo que seja benéfico para ambos os lados, a tua saúde mental provavelmente não será recuperada tão cedo.

Tudo que envolve briga é estressante e um processo onde as partes não conseguem chegar a um consenso é pior ainda. Existem prazos, correria atrás de provas, audiências, intimações, dentre várias outras situações que nos submetemos quando estamos dentro de um processo. Além disso, você tem de lidar com o fato de que o teu pedido pode não ser aceito pelo juiz. Isso tudo gera ansiedade e angústia para a pessoa que está deixando a decisão sobre algo tão importante da sua vida nas mãos de outra pessoa (o juiz).

O divórcio litigioso é verdadeiramente exaustivo!

O objetivo é solucionar uma questão para você se ver completamente feliz! Faz sentido postergar a tua paz?

Embora ainda exista o sentimento de dor pelo fim do casamento, é importante resolver o problema de forma que ele não te machuque ainda mais e por muito mais tempo. E isso a gente só consegue com uma comunicação não violenta que nos leve ao consenso!


2. É bem mais caro!

Isso é um fato e não tem como negar! Qualquer processo que envolva discussão é mais caro do que aquele que apenas um acordo para o juiz reconhecer.

Em um processo de divórcio, isso não é diferente. Quando um divórcio é amigável e tem de pedir o reconhecimento do acordo para o juiz (por exemplo, nos casos em que o ex-casal possui filhos menores de idade) é mais barato porque não existem atos extras do sistema judiciário para serem cobrados.

Mas quando estamos falando de divórcio litigioso, a história é outra, porque existem vários outros atos que são realizados e isso encarece o processo. Por exemplo, a citação (que é a forma que a outra pessoa sabe da existência do processo) é um dos atos que devem ser realizados nos divórcios litigiosos e que deve ser pago por cada tentativa. Ou seja, a cada tentativa frustrada é um dinheiro que você gastou a mais. Essa citação não precisa ser feita em caso de divórcio amigável.

Ainda, em comparação com os divórcios realizados em cartório, o divórcio litigioso pode sair muito mais caro! Nos tabelionatos de notas, o divórcio é feito através de escritura pública e ela tem um teto de valor. Esse teto é bem inferior ao teto de valor do processo judicial.

Mesmo que você contrate profissionais para facilitar a comunicação e para ajudar a chegar em um acordo dentro do divórcio (como, por exemplo, psicólogos), se você colocar na ponta do lápis, mesmo assim provavelmente você pagará mais caro em um divórcio litigioso que não tenha assistência nenhuma além do advogado.


3. Demora 5x mais tempo (sendo otimista)!

Não estou falando isso para assustar, mas é uma realidade! O divórcio litigioso demora muito mais tempo que um divórcio consensual.

As mesas dos juízes estão abarrotadas de processos esperando decisões e julgamento. Isso gera uma fila gigantesca de espera e essa é uma das principais causas da demora.

A cada pedido feito, o processo retorna ao final da fila. Portanto, em um divórcio litigioso em que há várias etapas, você já consegue perceber que a demora vai ser grande.

Claro que isso depende muito da cidade! Normalmente, os juízes das cidades menores possuem menos processos para julgar que das cidades maiores, mas independente disso uma coisa é fato: qualquer divórcio consensual é analisado muito mais rápido que um divórcio litigioso.

Quando comparamos com o divórcio extrajudicial, aquele feito em cartório, essa diferença de tempo se torna mais evidente, pois o divórcio extrajudicial pode ser feito em um dia!

Ou seja, em um divórcio litigioso você segue a seguinte regra: pegue a senha e aguarde a sua vez!


4. Coloca os filhos menores de idade em situação de desconforto

Esse é um ponto bastante delicado, mas necessário. Quando estamos diante de um divórcio em que o ex-casal possui filhos e precisam decidir sobre a vida deles, o processo litigioso, cercado por brigas e discussões, causa extremo desconforto e até constrangimento para os filhos envolvidos nisso.

Precisamos considerar que os filhos não têm nada a ver com a decisão de rompimento do casamento e que provavelmente devem estar, no mínimo, abalados com a mudança que está ocorrendo na sua vida.

Já existem diversos estudos indicando que as crianças que estão em uma família permeada por brigas podem gerar consequências negativas, como por exemplo, insegurança.

Não existe ex-pai e ex-mãe e, portanto, ambos os genitores possuem o direito de conviver com seus filhos e participar da vida deles sem ter interferência. Quando os genitores entendem isso fica mais fácil realizar um acordo efetivo e que garanta a felicidade dos filhos!


5. Não resolve o problema

Esse assunto pode ser polêmico, mas preciso deixar a minha posição sobre o tema! Eu verdadeiramente acredito que o divórcio litigioso não resolve o problema, apenas soluciona uma questão burocrática que é: deixar de ser casada e passar a ser divorciada perante a Lei.

Mas a vida é muito mais do que um estado civil. Voltar a usar o sobrenome de solteira e passar a ser divorciada é apenas um reflexo do processo.

O rompimento de um relacionamento, especialmente de um casamento pode ser muito doloroso e pode gerar diversos problemas internos que se não forem realmente resolvidos nunca serão sanados.

Na prática, aquela pessoa que está com a ferida em aberto pelo fim do casamento não conseguirá seguir a sua vida de forma leve, especialmente se tiver filhos.

Nesse momento surgem as discussões por motivos pequenos, mas que surgem porque, de fato, existe uma ferida que não foi solucionada.

Portanto, o divórcio não é apenas um processo burocrático, é o encerramento de um ciclo e deve ter todo o cuidado para garantir que aquelas pessoas envolvidas possam lidar com a situação da melhor forma possível.

É claro que existem exceções, como por exemplo, casos de violência. Há situações que o divórcio litigioso é a única saída, mas eu não acredito que seja a maioria.




Se você quer saber mais informações de divórcio no teu caso, basta encaminhar um e-mail para ruthsemartins@gmail.com


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