5 Erros na hora de fazer o Divórcio de Mulheres com Filhos Menores no Paraná

Atualizado: Set 23


5 erros na hora de fazer o divórcio de mulheres com filhos menores no Paraná

Nesse artigo você vai saber quais são os 5 principais erros que existem na hora de fazer o divórcio de mulheres com filhos menores no Paraná e irá descobrir o que deve ser feito para ter o divórcio mais tranquilo possível.

Sem esse conteúdo você poderia cometer os erros que irei indicar aqui, o que te daria algumas dores de cabeça lá na frente, mas depois da leitura você terá a segurança de seguir pelo caminho correto.

Para facilitar a tua leitura, preparei um sumário navegável. Vamos lá?


1.Partir direto para o divórcio litigioso


2.Definir o valor da pensão pelo senso comum


3.Deixar de detalhar a convivência

a) Convivência no dia a dia

b) Convivência em dias especiais


4.Não prever situações inesperadas


5.Não procurar um especialista para fazer o divórcio






Erro 1: Partir direto para o Divórcio Litigioso:

divórcio consensual para mulheres com filhos menores no Paraná

Esse é um erro que vejo muitas pessoas cometendo e toda vez que me deparo com ele tenho vontade de sentar e explicar quais são os riscos de se fazer isso.

Ainda bem que temos esse espaço aqui no Blog para contar para você o porquê não deve partir direto para um divórcio litigioso.

Antes de falar desse erro, vou explicar rapidinho para vocês o que significa “divórcio litigioso”: é quando não há acordo entre as pessoas que estão se divorciando e uma das partes entra sozinha com o processo de divórcio.

Então quer dizer que se eu entrar sozinha com o processo de divórcio, pode ser um erro?

Em um primeiro momento, sim!

O divórcio litigioso é mais demorado e mais caro que um divórcio consensual.

Além disso, mesmo os divórcios que iniciam de forma litigiosa, tendem a se tornarem consensuais no final do processo, ou seja, depois de gastar tempo e dinheiro a conclusão é um acordo que poderia ser feito no início e economizar todo esse tempo.

Isso que estou falando para vocês é com base nas centenas de processos de divórcios que já analisei!

Quando você tem de ir até um lugar, você tem pelo menos dois trajetos diferentes. Se colocar no Google Maps ou no Waze, eles calcularão a rota mais rápida, certo?

É isso que estou apresentando para você: uma rota mais tranquila e mais rápida para se alcançar um objetivo, que é o divórcio!

O que você deve fazer antes de já entrar com um divórcio litigioso é tentar fazer o divórcio consensual como primeira alternativa.

Para facilitar a elaboração do acordo, o ex-casal poderá contratar advogados capacitados para isso, podendo escolher um advogado em comum ou diferente para cada um.

Para entender melhor como funciona todo o divórcio e o que deve ser discutido na elaboração do acordo, confira esse post.

Você prefere discutir os termos do divórcio em 1 mês ou durante 3 anos? Porque, acredite, os divórcios litigiosos duram 3 anos para mais.

O divórcio litigioso ainda é cabível em algumas situações, mas elas são as exceções, porque diante dos benefícios da elaboração de um acordo (menos tempo e menos dinheiro envolvido), não tem como não escolher o divórcio consensual.





Erro 2: Definir o Valor da Pensão pelo senso comum:

pensão alimentícia no divórcio para mulheres com filhos menores no Paraná

Você já deve ter ouvido a história de que o valor da pensão alimentícia é de 33% sobre o salário ou sobre o salário mínimo, né?

Essa é uma crença que muitas pessoas possuem, mas que não é uma regra.

A Lei não determina uma porcentagem ou um valor exato para a pensão. O parâmetro utilizado para definir o valor da pensão alimentícia é a análise das necessidades que o filho que receberá possui e da possibilidade financeira daquele que pagará.

Concorda comigo que essa análise varia de pessoa para pessoa? Então não podemos basear a pensão alimentícia em apenas uma única forma de definir o valor.

A pensão alimentícia não precisa ser paga apenas em dinheiro, inclusive. Existem outras maneiras de definir uma pensão alimentícia, como: pagamento de escola, de plano de saúde, de transporte escolar, de uma atividade extracurricular, dentre outros.

Não existe uma regra ou um padrão a ser seguido. A pensão alimentícia deve ser adequada para aquela determinada situação e não baseada nos casos de outras pessoas.

Ao definir o valor da pensão alimentícia pelo senso comum você poderá estabelecer um valor ou uma forma de pagar a pensão que não condiz com a realidade dos envolvidos.

O juiz, quando precisa decidir sobre o valor da pensão, adota o 33% sobre o salário mínimo ou sobre os rendimentos como padrão. Mas perceba! Isso é um padrão e não uma forma adequada de definir o valor da pensão.

Não quero dizer que os juízes, ao definirem 33% sobre o salário como padrão de pensão alimentícia, estejam errados. Mas a demanda de processos que eles têm para analisar é tanta que eles acabam tendo que estabelecer um padrão.

Diante desse fato, os próprios juízes recomendam uma alternativa: solução através de acordo. Existem mecanismos dentro da própria Justiça para facilitar o acordo, como as audiências de mediação.

O acordo é o melhor caminho para se chegar a um valor justo e adequado de pensão alimentícia, pois ninguém sabe melhor sobre as necessidades dos filhos do que os próprios pais.

Não terceirize a decisão sobre os direitos dos seus filhos se você pode e tem plenas condições de decidir isso.

Entenda melhor sobre como definir a pensão alimentícia nesse post.





Erro 3: Deixar de detalhar a convivência

visitas - divórcio para mulheres com filhos menores no Paraná

Um regime de convivência mal elaborado é uma das maiores causas de brigas depois do divórcio.

(Eu chamo de convivência o que muitos chamam de “visitas”. Explico um pouco sobre esse assunto nesse post aqui.

A convivência com os filhos é um direito de ambos: da criança ou adolescente e dos pais, até mesmo quando não existe o pagamento de pensão alimentícia.

Quanto menor for o filho, mais detalhada precisa ser a convivência. Isso acontece porque as crianças precisam de uma rotina para manterem um desenvolvimento saudável.

Além disso, fazer um regime de convivência bem feito traz mais tranquilidade para os próprios pais. Você já pensou planejar uma viagem com seu filho e quase chegando a hora descobre que o outro genitor já havia tirado férias para ficar com o filho bem nessa época?!

Esses “desencontros” acontecem muito e o maior prejudicado é a criança, que acaba sendo um objeto de disputa entre os pais.

E o que é um regime de convivência detalhado?

Vou te contar!

O regime de convivência precisa ser aplicável na prática, ou seja, não podemos estabelecer regras que não condiz com a realidade dos pais e dos filhos e que, portanto, não será feito. Esse é o primeiro ponto.

A partir daí, precisamos estabelecer quais serão as regras de convivência em dias normais e em dias especiais, e essas regras, a depender da situação, podem ser mais ou menos flexíveis.



a) Convivência no dia a dia:

É muito comum que pessoas indiquem que a convivência presencial será realizada em finais de semana alternados (mas isso não é uma regra!).

Podemos ir além ao definir: qual dia da semana irá buscar o filho, onde irá buscar, qual horário irá buscar (e as mesmas questões para o momento do retorno da criança à sua residência base).

Os detalhes podem ser maiores ou menores dependendo da situação.

Às vezes, os pais possuem bom relacionamento e não há necessidade de determinar o horário, bastando colocar apenas que o horário será previamente combinado entre os genitores.

Para algumas famílias, o lugar onde se encontra o filho é essencial para manter uma vida mais tranquila. Por exemplo, buscar o filho às sextas-feiras no colégio e levá-lo ao colégio nas segundas-feiras pode ser uma opção bacana para algumas famílias.

Além da convivência presencial, também pode ser definido formas de convivência virtual. Esse tipo de convivência é nova, mas supre o objetivo de manter o contato e a convivência frequente com os filhos.

Para adolescentes que já possuem sua própria rotina e mais autonomia, é possível ter um regime de convivência mais livre, pois se adequa melhor às suas realidades.



b) Convivência em dias especiais:

Dias especiais são feriados, aniversários e férias. São essas as datas para conversar quando o assunto é regime de convivência.

Quando deixa o regime de convivência de forma mais livre, pode prejudicar o planejamento familiar.

Talvez você queira estar com o seu filho no dia do aniversário dele, certo? Mas o outro genitor também pode querer isso.

Claro que existem pais que conseguem fazer uma festa em conjunto para o filho ou combinar um almoço em família, mas nem sempre essa é a realidade.

Em algumas situações, para evitar problemas, podemos já determinar que no dia do aniversário do filho, o pai almoça com ele e a mãe janta. Essa ordem pode ser alterada nos anos seguintes.

Feriados como natal e ano novo também costumam causar um certo desconforto entre os pais. Então, nada melhor do que já deixar isso resolvido.

Férias é uma época que merece atenção na hora de elaborar o regime de convivência, a fim de que todos possam se programar de maneira tranquila.

Você trabalhou muito para conseguir programar as suas férias, tendo ou não uma viagem no meio dela. E, nas férias, gostamos de descansar, fazer passeios bacanas e ficar com quem nós gostamos, como nossos filhos.

Muitas vezes os pais programam as suas férias em épocas que sejam também férias escolares para conseguir aproveitá-las com os filhos.

Para não correr risco de não passar as férias com eles, você precisa estabelecer um regime de convivência para essa época do ano.





Erro 4: Não prever situações inesperadas

divórcio de mulher com filhos menores no Paraná

Você deve estar achando que isso é impossível, afinal, se é inesperado como conseguiremos prever?!

Eu te explico:

Nós não conseguimos adivinhar e detalhar todas as situações que podem vir a acontecer no futuro. O que podemos fazer é prevenir que casos inesperados, como doenças e internações, impossibilitem o cumprimento do Plano Parental.

Um exemplo bem claro para todos é a pandemia causada pelo COVID-19. Essa pandemia afastou as pessoas do convívio normal e surgiram muitas dúvidas sobre como ficaria a convivência entre pais e filhos que não residem na mesma casa.

Além da pandemia, podemos citar outros exemplos: fraturar algum osso, cirurgias, um pequeno acidente, internações, alagamentos e outros desastres naturais.

Considerar a possibilidade de existir alguma situação que foge do nosso controle nos ajuda a saber o que devemos fazer se algo desse tipo acontecer.

Esse “manual do que fazer diante de situações inusitadas” é o que pode ter no acordo de divórcio e ser capaz de te dar um norte se algo fugir do controle.

Se você não prevê o próximo passo diante de uma situação inesperada, restam apenas 2 alternativas:

  1. não cumprir o acordo de guarda, regime de convivência e pensão alimentícia. Isso vai se tornando uma bola de neve, porque fica cada vez mais difícil de voltar ao que era antes.

  2. você vai precisar ir direto e o mais rápido possível ao Judiciário para resolver essa questão.

Em algumas situações, vai ser inevitável reformar o acordo. Para a reforma ter validade precisará da concordância do juiz. Porém, se você já tem um bom Plano Parental não vai ser preciso fazer isso de imediato.

Você pode prever, por exemplo, que em caso de impossibilidade de exercer normalmente a guarda por motivos de saúde, a criança permanecerá com o outro genitor até a cessar o problema.

Isso impede grandes discussões e traz mais tranquilidade para os pais e principalmente para os filhos.





Erro 5: Não procurar um especialista para fazer o divórcio

advogado de divórcio em Ponta Grossa, Paraná

O divórcio não é algo tão simples. Não basta fazermos um documento superficial sem indicar o que é importante.

E como um advogado pode saber o que é importante de ser falado em um divórco?

Sendo especialista nisso!

O mundo do direito é muito amplo e para ter um conhecimento profundo sobre uma área, como por exemplo o divórcio, é necessário se dedicar apenas a isso.

A verdade é que apenas um advogado especialista vai conseguir te passar tudo o que é importante ser discutido em um divórcio.

Todos os pontos que apresentei nesse post serão bem detalhados e bem trabalhados por advogados que já tiveram outras experiências com divórcio e que possuem um estudo profundo sobre o tema.

As pessoas tendem a achar que advogados especialistas cobram mais caro pelos seus serviços e por isso não o procuram. Mas isso não é uma verdade absoluta.

Os advogados especialistas agregam valor por todo estudo que tiveram sim, mas como já possuem domínio do tema, não precisarão estudar muitas horas para entender o divórcio que está sendo apresentado. Por isso, o valor do serviço tende a ser até mais baixo em algumas situações.

Procurar um advogado especialista para fazer o teu divórcio fará você ficar tranquila em saber que todos os detalhes importantes estão sendo levados em consideração.

Se você tivesse uma joia preciosa e precisasse guardá-la em um lugar seguro. Você iria preferir o lugar onde guardam as joias da mesma forma que guardam qualquer outro objeto, ou iria preferir um lugar que tivesse o cuidado de deixá-la em um lugar estrategicamente seguro, mantendo os cuidados para que ela não seja deteriorada com o tempo?

A sua vida é uma joia preciosa e você precisa entregar aos cuidados de quem sabe o que faz!

Nós já elaboramos um post aqui no Blog para você saber como escolher o advogado ideal para você. Confira aqui.





Conclusão

Agora que você já tem todas essas informações, você conseguirá saber o que você não deve fazer e, melhor ainda, quais são os melhores caminhos para ter um divórcio tranquilo e justo.

Divórcios com filhos menores precisam ser bem feitos para que sejam possíveis de serem cumpridos (não adianta nada fazer um acordo de guarda, pensão e convivência, se ele não é cumprido na prática, né?) e para que não cause um transtorno desnecessário aos envolvidos.

A minha última dica é: não espere muito tempo para dar entrada no divórcio, porque você irá postergar a regularização de algo que é muito importante para que vocês possam seguir com a vida de forma tranquila.

Para finalizar, vou deixar 3 conteúdos para deixar você ainda mais inteirada sobre o divórcio:


advogado de divórcio em Ponta Grossa, Paraná

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